Narrado por Luca Era manhã de segunda, mas eu me sentia como se fosse sábado à noite. O corpo um pouco mole, o sorriso fácil e uma memória vívida do corpo da Samara colado no meu. O gosto dela ainda estava na minha boca, como se cada beijo tivesse deixado uma tatuagem invisível. E o pior — ou o melhor — é que aquilo não parecia só fogo de momento. Tinha algo diferente. Ela tinha algo diferente. . . . . Subi para o escritório do Marco ainda meio fora de órbita, mas com uma certeza martelando no peito: eu precisava ver aquela mulher de novo. E logo. . . Bati na porta e entrei como quem não queria nada, mas a cara de cínico do meu irmão me desmontou na hora. . . — Você tá rindo do quê? — perguntei. — Da tua cara. E do seu cabelo. Que claramente foi bagunçado por alguém que não se chama

