--- Maylla — narrando — Não sei não, viu... tô tão acostumada com as coisas simples... quem sabe no futuro eu venha pra cá... — falei olhando em volta daquele quarto tão cheio de memórias. — Vamos ver o que vai ser, depois que eu falar com o advogado. Mal terminei de falar e o celular tocou. Era ele. Doutor Carlos. — Boa tarde, senhorita Maylla. Já estou no endereço. — Tudo bem, doutor. Pode entrar. Fui até o portão, abri e vi aquele homem vindo com uma pasta na mão e o notebook debaixo do braço. Elegante, engomado demais pro meu gosto. Cumprimentou-me com formalidade, e logo em seguida estendeu a mão pro D4, que correspondeu, mas com uma cara fechada que só vendo. Eu conheço o D4. A postura dele mudou no mesmo instante. Travou o maxilar, o olhar ficou mais escuro, mais... alerta.

