A subida do morro parecia interminável. O carro de Roldão avançava como se fosse cortar o mundo no meio. O volante rangia sob a força de suas mãos. O rádio interno chiava mensagens de outros policiais, mas ele não ouvia nenhum deles. Só ouvia a própria respiração pesada. Só pensava em uma coisa: A filha dele estava no território de V.K. E isso, para ele, era a pior ofensa que o destino poderia ter ousado cometer. Quando o carro estacionou na primeira viela, três policiais do BOPE saltaram junto com ele. Todos armados. Todos tensos. — Capitão… — disse um deles. — O morro tá fechado. — Eu sei. — Eles tão esperando. — Deixa esperar. — O senhor quer entrar mesmo assim? — Eu vou entrar. — E sua filha…? — É ela que eu vim buscar. Ele subiu a viela com passos longos, ignorando mora

