NANÁ RETORNA

1373 Palavras

O beijo ainda queimava na boca de Catarina quando V.K se afastou devagar, como se estivesse tentando recuperar o ar. Ou a sanidade. Talvez ambos. Ele tocou o rosto dela mais uma vez, leve, como se aquilo fosse perigoso demais para repetir. Então virou o corpo, respirando fundo antes de dizer: — Eu volto mais tarde. — Vai fazer o quê? — Cuidar de merda que Naná deixou espalhada. Catarina franziu o cenho. — O que ela fez? — Nada… ainda. O problema é o ainda. Antes que ela pudesse perguntar, ele desceu a escada. Catarina ficou parada, segurando o corrimão como se fosse a única coisa no mundo impedindo que a cabeça dela explodisse. Tinha acabado de beijar o homem mais perigoso da Vila Kennedy. E ele tinha beijado de volta. Não por impulso. Não por desejo momentâneo. Por escolha.

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