Ísis.
Vou até a casa do meu tio.
Chegando lá, ele está almoçando.
Caetano: Ísis, passou um mês e só agora você lembrou de mim?
Ísis: Ah, tio!
Lorena: Como está sendo viverem juntas?
Ísis: Estamos bem. Bom, eu só vim aqui agradecer, tio, porque já consegui um trabalho e um apartamento.
Lorena: Isso é ótimo! Olha que menina esperta, Caetano?
Caetano: Você está de parabéns, Ísis. Seu pai ficaria orgulhoso de você.
Ísis: É... Bom, deixa eu ir nessa, tio.
Lorena: Querida, almoça com a gente.
Ísis: Obrigada, tia, mas não estou com fome.
Saio de lá o mais rápido que posso. Odeio ficar rodeada por tantos homens.
Ísis: Abner, vamos almoçar?
Abner: Vamos. Onde você gostaria?
Ísis: Onde você quiser.
Ele me leva a um restaurante e almoçamos juntos.
Abner: Está gostando?
Ísis: Sim, muito gostoso.
Terminamos o almoço e vamos para o carro. Abner abre a porta para mim e senta ao meu lado.
Abner: Ísis, você sabe que eu não te vejo como uma menina, né?
Ísis: Por que está falando isso?
Abner: Porque quero algo sério com você, Ísis.
Ísis: Pode me responder uma coisa?
Abner: Hmm, pergunte.
Ísis: Qual a sua relação com o Félix?
Ele suspira fundo e me olha estranho.
Abner: Vai pra onde agora?
Ísis: Pra casa.
Ele vai direto para o banco do motorista e não responde minha pergunta.
Chego em casa e encontro as meninas na sala.
Ágata: Que horas você vai fazer compras, querida?
Nem dou atenção. Passo direto para o meu quarto, tomo um banho, pego minhas coisas e desço as escadas.
Ísis: Bom, meninas... De tanto vocês falarem pra eu procurar uma casa ou apê, eu fui e consegui.
Estou me mudando. Obrigada pela hospitalidade. Tchauzinho!
Saio de lá deixando todas de queixo caído.
Abner busca as outras duas malas que faltavam e vamos para o apartamento.
Estou muito feliz por conquistar meu espaço.
Chegando no apartamento, Abner desce do carro, abre a outra porta e senta ao meu lado.
Abner: Tudo bem. Eu confio em você.
Ísis: Quê?
Abner: O Félix é meu tio. Irmão do meu pai... Do meu falecido pai.
Então, eu trabalho pra ele.
Ísis: Pensei que você trabalhasse pro meu tio.
Abner: Seu tio trabalha pro meu tio.
Ísis: Como assim?
Abner: E agora... você também trabalha pro meu tio.
Ísis: Eu!?
Abner: Sim. Ele é o dono daquele restaurante.
Ísis: Sério? Que confusão...
Abner: Só preciso que prometa que não vai contar isso pra ninguém. Nem pra mulher dele.
Ísis: Eu prometo.
Abner: Agora... posso beijar essa sua boquinha?
Afirmo com a cabeça, mas quando ele se aproxima, me assusto.
Abner: Tudo bem, bebezinha?
Ísis: Sim. É que... eu nunca beijei ninguém.
Abner: Eu admiro isso, sabia?
Nunca te vi se esfregando em cara nenhum por aí.
Ísis: Obrigada.
Abner: Posso te dar um beijo agora?
Ísis: Tá.
Fecho os olhos, nervosa.
Ele passa a mão pelo meu rosto e beija minha testa.
Depois, nossos lábios se encontram num beijo calmo e suave.
Ele passa a mão pela minha cintura. Definitivamente, isso é muito bom.
Ele solta meus lábios, depois pega de novo, dando uma mordida leve.
Ele sorri pra mim.
Desço do carro, pego duas malas e vamos para o elevador.
Me organizo no novo apartamento.
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1 ano e 7 meses depois
Minha vida tomou um rumo muito bom.
Continuo trabalhando no restaurante e já me tornei chefe junto com o senhor Borges.
Ainda moro no apartamento do tio do Abner.
Abner se mudou para a Alemanha há 1 ano e 4 meses.
Ouvi dizer que ele se casou...
Quase não vou mais à casa do meu tio, mas fiquei sabendo que Laís, Taís e Ágata se casaram.
Elas não conseguiram conquistar a independência da vida adulta.
Na faculdade, está tudo certo.
Yara está fazendo tratamento para engravidar.
Estou quase pronta para ir pra aula.
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Na faculdade
Chego e Yara ainda não chegou.
Depois de uns três minutos, ela aparece.
Ísis: E aí, amiga? Como vai a vida? Como foram seus dois dias sem facul?
Yara: Ah, amiga... Estou cansada. Já faz mais de um mês e ainda não consegui engravidar.
Ísis: Ei, relaxa, tá?
Sei que isso é muito importante pra você, mas tenha só um pouco mais de paciência.
Você ainda está na faculdade. E te conhecendo bem, não vai querer que uma babá fique com seu filho enquanto você estuda.
Yara: Talvez ainda não seja a hora, né?
Ísis: É... Mas você tem um esposo com cara de malvado que te ama e te apoia!
Yara: Verdade! — diz rindo.
A professora entra e começa a aula.
Três longas horas depois, estou exausta, morrendo de sono.
Saímos da sala e vejo o senhor Félix esperando por Yara.
Yara: Camiga, vamos na sorveteria?
Ísis: Amorzinho, hoje eu tô morta. Preciso descansar.
Yara: Tá bom... Mas depois de amanhã, podia ir lá em casa!
Ísis: Tá bom. Domingo eu vou.
Ísis: Boa noite, amiga.
Boa noite, senhor Félix.
Ele apenas acena com a cabeça.