Santino Papai veio ao meu apartamento para se despedir na noite anterior ao meu voo para Paris. Agora ele estava me observando fazer minha mala com um ar de desaprovação silenciosa que era um mestre. — Você sabe o que penso sobre isso. Minha opinião não mudou, — papai disse enquanto tentava enfiar outra calça na minha mala já abarrotada. É claro que voaríamos na primeira classe, então poderia levar três malas comigo, mas estava com preguiça de arrumar tantas e então escolhi enfiar o máximo de coisas possível em uma única bagagem. — Você não escondeu sua opinião, pai. E sabe que concordo com você. Não quero ir e provavelmente é uma má ideia, mas, como continuo dizendo, não tenho escolha. — Nós sempre temos uma escolha. Suspirei, desistindo de colocar a calça na mala. — Sim nós temos.

