SERAFINA Sentei-me na frente da minha penteadeira e escovei meu cabelo, movimento após movimento, tentando encontrar a calma. Eu podia ouvir os primeiros convidados lá embaixo, ouvir risos e música. Eu precisava descer. Respirando fundo, levantei. Eu escolhi um vestido azul-escuro justo até o chão, que combinava com a cor da camisa de Samuel. Toquei meu estômago, ainda plano, mas sabia que em poucos meses não poderia mais usar vestidos assim. O bebê de Remo. Eu fechei meus olhos. Eu estava feliz e triste, aterrorizada e esperançosa. O que Remo diria se soubesse? Ele se importaria? Eu tinha sido um meio para um fim, uma rainha em seu jogo de xadrez, e ele ganhou. Ele me deixou ir como se eu não fosse nada. Eu ouvi os rumores de suas lutas de gaiola. Ele estava de volta às lutas, d

