REMO Na manhã seguinte, encontrei Serafina empoleirada em seu lugar habitual no peitoril da janela. Os lençóis não estavam amarrotados. Ela deve ter dormido encostada na janela ou não. — Você enviou os lençóis, — disse Serafina em voz baixa, sem olhar para mim. Claro, ela sabia. Ela não era apenas bonita, era incrivelmente inteligente. Uma combinação letal. — Sim. Entrega expressa. Eles devem chegar à casa da sua família amanhã de manhã ou talvez até hoje à noite. Ela não se virou, não reagiu. Só olhava pela janela. Seu cabelo estava escovado sobre o outro ombro, seu pescoço delgado descoberto aos meus olhos. As marcas dos meus dentes arruinavam sua pele imaculada. Seus ombros se contraíram levemente. Então ela endureceu sua espinha. — O que você disse a eles? Suponho que você envi

