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625 Palavras
Eu bati nele novamente. — Você é apenas três minutos mais velho. E você faz sexo há anos. Você sabe com quantas mulheres já dormiu? Ele encolheu os ombros. — Eu sou um homem. — Oh cale a boca, — eu murmurei. — Como vou encarar Danilo depois do que você fez? — Se dependesse de mim, você se tornaria uma freira, — disse Samuel, e me perdi. Ele tinha um jeito de me fazer subir as paredes. Eu me lancei para ele novamente, mas antes foi fútil. A última vez que tive a chance de lutar contra Samuel foi a mais de cinco anos atrás. Samuel passou os braços em volta de mim por trás e me segurou no lugar. — Acho que vou levar-lhe para baixo assim. Danilo ainda está conversando com Dante. Tenho certeza que ele vai amar ver sua futura esposa tão desgrenhada. Talvez ele decida não casar com você, vendo que você não é a dama obediente que quer que ele acredite ser. — Você não ousaria! — Eu chutei minhas pernas, mas Samuel me carregou, alojada em seu peito como se eu fosse uma marionete. Papai entrou, seus olhos se movendo de mim pressionada contra Samuel para meu gêmeo me agarrando com força. Ele balançou a cabeça uma vez. — Eu achei que as brigas parariam quando vocês envelhecessem. Samuel me soltou e eu cambaleei. Ele alisou suas roupas, endireitando sua arma e coldres de faca. — Ela começou. Eu dei a ele uma olhada. Suavizando meu cabelo e roupas, limpei minha garganta. — Ele me envergonhou na frente de Danilo, papai. — Eu disse a Danilo que iria arrancar suas bolas se ele não a tratasse bem na noite de núpcias. Eu fiz uma careta para o meu irmão gêmeo. Ele não havia mencionado esse detalhe para mim. Papai me deu um sorriso melancólico, tocando minha bochecha. — Minha pequena pomba. — Então ele se virou para Samuel e bateu no ombro dele. — Você fez bem. Eu lancei aos dois um olhar incrédulo. Sufocando meu aborrecimento - e pior, minha gratidão por sua proteção - saí do quarto de Samuel para o meu. Sentei-me na cama, subitamente tomada pela tristeza. Eu estava deixando minha família, minha casa, para uma cidade que não conhecia, um marido que m*l conhecia. Ao som de uma batida desconhecida, levantei-me e caminhei em direção à minha porta, abrindo-a. Surpresa tomou conta de mim quando vi a forma alta de Danilo. Eu abri minha porta ainda mais, mas não o convidei a entrar. Isso teria sido muito avançado. Em vez disso, saí para o corredor. — Não posso convidálo a entrar. Danilo me deu um sorriso compreensivo. — Claro que não. Caso esteja preocupada, seu tio sabe que estou aqui em cima. — Oh, — eu disse, oprimida pela presença dele e pela lembrança do que Samuel tinha feito. — Eu queria me despedir. Vou partir daqui a alguns minutos — continuou ele. — Sinto muito, — eu disse com tanta dignidade quanto o meu rosto ardente permitia. Danilo sorriu com uma pequena carranca. — Pelo quê? — Pelo que meu irmão fez. Ele não deveria ter falado com você sobre... sobre a nossa noite de núpcias. Danilo riu e aproximou-se de mim, seu aroma picante me envolvendo. Ele pegou minha mão e beijou-a. Meu estômago revirou. — Ele quer protegê-la. Isso é honroso. Eu não o culpo. Uma mulher como você deve ser tratada como uma dama, e vou tratá-la assim em nossa noite de núpcias e em todas as noites que se seguem. Ele se inclinou para frente e beijou levemente minha bochecha. Seus olhos deixaram claro que ele queria fazer mais do que isso. Ele recuou, soltando minha mão. Engoli.
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