EMMA Quando acordei no meio da noite, Samuel não estava na cama comigo. Sentei-me e acendi a luz. Piscando por causa da claridade repentina, vesti minha camisola que estava ao meu lado e me arrastei até a beirada, depois deslizei para a minha cadeira de rodas. E se ele tivesse mentido? E se ele estivesse com F. neste exato momento? Balancei a cabeça e fui em direção ao elevador no corredor, depois o deixei descer. Estava escuro, exceto por uma fresta de luz vinda do escritório de Samuel, no final do corredor que se ramificava da entrada. Segui a luz. A porta estava entreaberta, mas silenciosa atrás dela. Engolindo em seco, cutuquei a porta com a mão, e ela se abriu. Entrei, então parei quando avistei Samuel no sofá, a cabeça inclinada para o lado, a expressão mais suave do que o norm

