A noite caía lentamente sobre a casa, envolvendo tudo em um silêncio quase opressor. Não era um silêncio confortável. Era o tipo de silêncio que carrega presságios. Emily estava sentada na varanda, com as pernas cruzadas e uma chávena de chá entre as mãos. O líquido já estava frio há muito tempo, mas ela não percebia. Ou talvez percebesse… e simplesmente não se importasse. O olhar estava perdido no jardim. Mas ela não via as flores. Não via as luzes suaves ao redor da piscina. Não via nada. A mente estava cheia demais para permitir espaço para o presente. Havia dias que ela se sentia assim. Como se estivesse sempre à espera. De algo. De um erro. De uma confirmação. De uma queda. E, no fundo… Ela sabia que aquele momento ia chegar. Os passos de Alexander ecoaram suavemente

