O restante da manhã passou… mas não passou de verdade. Para Emily, o tempo parecia arrastar-se de forma estranha. Ela estava sentada em sua cadeira, diante da grande mesa de madeira escura no escritório, com vários documentos abertos, relatórios importantes à sua frente… mas sua mente não estava ali. Nem perto. Estava de volta àquela manhã. Àquele quarto. Àquele olhar. Ela fechou os olhos por um segundo. Droga. — Senhora Laurent? A voz de um dos diretores a trouxe de volta. Emily abriu os olhos imediatamente. — Sim? — Sobre a proposta da expansão… — ele continuou, um pouco hesitante — a senhora gostaria de rever os números antes de assinarmos? Emily piscou lentamente. Os números. Sim. Claro. Trabalho. Foco. Ela respirou fundo e endireitou a postura. — Sim, claro. Pode

