Henry e Martin se arrumaram rapidamente e foram pra Paris com Assis que apesar de estar satisfeito em voltar pra Paris com o alpha Henry e seu beta, insistiu pra saber o porquê deles terem mudado de idéia e pra não levantar suspeitas, Henry disse a Assis que era pra procurar uma antiga parceira que o tinha roubado e estava fugindo com os comparsas, Assis ficou indignado e disse que o ajudaria a pegá-la e certamente seu alpha também tomaria as dores, foram no avião sem darem muito assunto pra Assis, Henry sentia a dor do vínculo o consumir, uma saudade de sua companheira, sabia que faltava um dia pra lua cheia, mas daria um jeito de se controlar, mas só em pensar em botar as mãos naquela vampira o deixava e******o, se culpava por isso, ela parecia ter um magnetismo de lobo, fraco pra um alpha e forte pra um lobo e seu instinto começou a alertá-lo, começou a pensar se seria outro híbrido, mas tirou esse pensamento do caminho, era impossível, alphas também morriam com veneno de vampiro, não viravam híbridos e os que sobreviviam, perdiam seu lobo interior, Já Martin estava muito ansioso, tinha que achar a filha e trazê-la pra casa, chegaram a Paris e foram recebidos em festa pelo alpha Cristian, ele era belo, cabelo preto encaracolado, cortado baixo, pele morena, olhos negros como a noite, uma boca carnuda, com um sorriso contagiante, tinha uma personalidade lasciva, não parava com nenhum parceiro, fosse fêmea ou macho, era fogoso, Henry o achava depravado, jamais deixaria Ayla próxima dele, depois das comemorações pela presença de Henry, este e Martin foram acomodados em quartos separados, já era madrugada e Henry não conseguia dormir, estava ansioso e ouviu Martin chamá-lo no mental:
(Alpha, se os Adoradores realmente estiverem em Paris é porque há algum perigo a espreita)
Henry não tinha pensado nisso, o tanto que estava obcecado com outro objetivo, seu instinto então entrou em alerta.
Henry:
(Sim, talvez, mas tenho dúvidas, eles podem ir querer participar da festa, pegar informações, está sendo uma festa muito bem protegida e vigiada)
Martin ficou em dúvida, sempre haveria um ponto fraco e resolveu com o alpha que se os Adoradores não aparecessem na festa no dia seguinte, iriam investigar por Paris e tomar providências, Henry conseguiu relaxar um pouco, a dor do vínculo havia dado trégua e ele sonhou com Ayla, que ela era a vampira e que a despia num campo de batalha e a possuía, acordou todo melado e irritado, sentindo culpa por estar sentindo aquele desejo e ainda comparando Ayla aquela vampira, era o primeiro dia de lua cheia, devia ser isso, se levantou e depois de se arrumar encontrou Martin e os outros alphas, além deles e do Cristian, estavam Brian e Oliver, que chegaram depois e passaram o dia sendo bajulados, Henry sempre ganhava mais atenção, principalmente das lobas que sabiam que aquele alpha era poderoso, imponente e solitário, quando a noite chegou, Henry e Martin já estavam prontos, não quiseram esperar os outros alphas, o local já estava cheio, o lugar era um grande galpão com um segundo andar que circundava todo o ambiente, dando vista pra enorme pista de dança no meio, havia bares dos dois lados, no fundo a esquerda ficava o palco do DJ e no fundo onde tinha uma grossa pilastra, ficava e área dos alphas, bem de frente pra pista de dança, assim que Henry entrou, todos os olhares se voltaram pra ele, seu magnetismo era incomparável, tentou não dar atenção a ninguém, mas todos se sentiam atraídos por ele, viu que não poderia circular e não sentia nenhum magnetismo pelo local, foi pra área dos alphas enquanto Martin foi rastrear toda a discoteca, Henry passava pela pista de dança onde vários já dançavam e bebiam, todos abriam caminho pra ele, até que uma loba surgiu diante dele, era Anne, uma antiga parceira, que agora fazia parte da matilha de Cristian, uma delta, uma guerreira, era alta e muito magra, mas com formas torneadas, tinha os cabelos loiros meio avermelhados, olhos castanho claro amêndoados, era bonita, ela sorriu pra ele de cabeça baixa e o cumprimentou, ele assentiu e ela disse que lamentava o que tinha acontecido com ele, o vínculo que nunca dava trégua, queimou seu peito, Henry agradeceu e a convidou a ir pra área dos alphas, a música alta da pista de dança era enlouquecedora, Anne aceitou, ela e o alpha tinham sido parceiros por muito tempo, o envolvimento tinha acabado porque se tornaram mais amigos que amantes, logo ela arranjou outro parceiro em outra matilha, mas Henry não ficou com raiva dela, agora mais de trinta anos depois a reencontrava, ficou conversando com ela, mas com o mental aberto com Martin que não havia encontrado nada, nenhum rastro dos Adoradores, Henry ficou impaciente, também não sentia a energia da vampira, só um leve tremor nas mãos que achou que era por causa da lua cheia e do vínculo que começava a sufocá-lo, Anne notou, mas não falou nada, pois repentinamente os olhos de Henry ficaram vermelhos como sangue, a lua tinha virado, Henry sentiu e tentou se controlar, hoje precisava ter controle, mas seu corpo estava quente, e******o, uivo preso na garganta que ele engoliu com esforço, logo chegaram os outros alphas fazendo algazarra, cumprimentando Anne que conheciam da época que era parceira de Henry, este passava m*l com o cio, chamou Martin que falou que estava voltando e Anne percebendo a agonia de Henry perguntava o que ele tinha, tomado pelo desespero de aplacar aquela agonia, Henry puxou Anne e a beijou, pressionando-a contra a pilastra, esfregando sua ereção nela que correspondeu, sem se preocupar quem estaria vendo, os outros alphas gritavam pra eles irem pra outro lugar, não era o que Henry queria, mas pertubado pela luxúria, procurou alívio em Anne, passando as mãos no corpo dela pensando que era a vampira, estavam na pilastra bem de frente pra pista de dança quando do teto começaram a cair vampiros, tiros e gritos, Henry, assim como os outros alphas, se virou pra saber o que estava acontecendo, viram os vampiros, muitos vampiros que ainda caiam do teto, antes de terem qualquer reação levaram vários dardos de acônito e vários vampiros amarraram eles na pilastra com várias correntes grossas de prata, os queimando em dor, era uma emboscada, estavam todos os alphas drogados e acorrentados, havia vampiros nos dois andares, a maioria dos lobos drogados ou feridos no chão e os que ainda estavam de pé, estavam encurralados pedindo socorro, a música tinha sido desligada, os alphas urravam e rosnavam de ódio e de dor, então no meio do palco surgiu uma vampira antiga, notória, amiga de Magnus, ela foi andando até a área dos alphas rindo e falou:
_Alphas idiotas, sempre egoístas no poder de suas matilhas, iram morrer assim como seus lobos, porque vivem em nome de si mesmos, mas...o alpha Henry não, esse quem vai matar será Magnus, ele terá sua vingança.
Os alphas urraram ainda mais e quando os vampiros iam dar o bote, as luzes se apagaram e uma música alta começou a tocar.