Resgatando Juliette

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Selene chegou próximo a Sevilla com os outros e foram se esconder num local indicado por Lucian, de lá ela foi até outro ponto sozinha de moto, resgataria Juliette sozinha, depois iria a pé até a matilha por um ponto que ela sabia que era de difícil acesso, mas também menos vigiado, ninguém estaria esperando a ação dela em pleno dia, era uma vampira, entrou na matilha pulando as árvores até próximo da casa da matilha, sentiu uns cheiros estranhos de gasolina no ar, mas achou que faria parte de algum plano dos alphas para pegá-los, resolveu se acomodar no topo de uma árvore e meditar até a hora de agir e também se preparar pra enfrentar Henry sob efeito do cio, hoje a lua viraria antes de escurecer, ela precisava estar preparada e assim foi, depois de todo o processo da meditação, conversou com Lucian que contou o que os alphas fizeram com Juliette, o que deixou Selene irada, contou também que o cheiro de gasolina que sentia, era dos vampiros que estiveram na matilha, vigiando e pegando informações, isso mudaria um pouco os planos depois do resgate de Juliette, mas pensaria a respeito depois, estava com muita raiva no momento e saiu da meditação, sua fera interior rugiu mesmo usando o amuleto, Juliette tinha sido agredida, procurou se acalmar e quando chegou no final da tarde e lua virou, sentiu o cio, mas estava com tanto ódio que ele não teve tanto efeito sobre ela, também não estava com medo do alpha Henry uivar, Lucian disse que ele não faria isso hoje e Selene soube exatamente o porquê quando viu Henry, com a loba da discoteca, devia ser sua parceira, seguindo-o, subiram um morro próximo, o cheiro da excitação deles fez Selene sentir mais raiva e ela soube que estava na hora de agir. Martin tinha tentado conversar com Juliette a sós, mas essa o ignorou e nada falou, o beta disse que ela estava irredutível e pediu a Henry pra ir a sua casa, garantir a segurança de Helena e Heron, já em casa, o beta deu todas as orientações a Helena e contou a ela tudo que estava acontecendo e o que seu instinto alertava, Helena também sentiu a mesma coisa e pediu a Martin pra tomar cuidado, os Adoradores não deixariam isso sem retaliar e lamentou que sua filha estivesse com eles, implorou ao companheiro que protegesse a filha deles, Martin estava de cabeça baixa e falou que essa era a maior preocupação dele, os alphas não iriam fazer distinção de Luíza pra qualquer outro Adorador, Helena estava apavorada, mas então Martin recebeu um mental de Henry, mandando ele e Florence ficarem no comando que ele iria se afastar com Anne até as árvores no alto do morro, ainda estava claro, mas a lua viraria mais cedo e queria estar com seu cio sob controle, os outros alphas ficariam com ele, Martin não gostou, não era um momento pra fuder, era pra estarem em alerta, mas não retrucou, conhecia o alpha, estando sob efeito do cio, não o ouviria e talvez fosse até melhor ele estar aliviado pra enfrentar os Adoradores. Henry estava no centro de comando com os alphas, já estava tudo pronto pra enfrentarem um exército de vampiros, se fosse preciso, conversava com Florence sobre colocar guardas fora dos limites da fronteira e até na cidade, quando começou a sentir o cio, era final da tarde, ainda estava com o dia claro, a lua tinha virado, começou a sentir todos os efeitos de uma vez, isso o deixou irritado, ficaria vulnerável diante da vampira, isso o deixava fraco diante dela, tentou disfarçar e dispensou Florence, notou que Anne, que participaria da batalha, o olhava intensamente e viu quando está se aproximou e colocando a mão no peito dele, falou: _Você está bem, alpha Henry? Henry já sabia do que Anne estava falando, suspirou e notou que os outros alphas não prestavam atenção neles, Henry não sabia se queria f********o com Anne, mas ela como que tomada pela luxúria, se aproximou mais dele e encostou a perna no m****o dele, Henry então percebeu que precisava se aliviar ou não conseguiria lutar tão bem, como tinha acontecido em Granada, quando foi uivar e acabou deixando a vampira escapar, pediu pra Anne segui-lo, o instinto de Henry gritava, o vínculo o queimava, sabia também que não teria satisfação, apenas um alívio, mas era o melhor a fazer antes de enfrentar uma batalha no cio, o deixaria menos fraco e se deixou convencer que o sexo antes da batalha o deixaria mais resistente a luxúria pela vampira, Henry e Anne foram pra um morro atrás da casa da matilha, no percurso, o alpha sentiu certa fraqueza, coração acelerado e uma atração pra algo que não sabia o que era, nem onde estava, era o chamado do sangue, Selene estava próxima, mas Henry achou que era efeito do cio e pensou que logo se sentiria melhor. Selene esperou o alpha sumir de vista com sua parceira, esperou os guardas sairem de perto e pulou até o telhado da casa da matilha o mais silenciosa possível, conseguiu, viu que a janela que dava pro escritório de Henry estava aberta, Lucian disse que Juliette estaria lá, e ainda no telhado, chegou na direção da janela e aspirou o cheiro de Juliette e mais dois lobos, então esperou alguns lobos que passavam perto da casa sumirem, num movimento rápido e silencioso se pendurou na beira do telhado, se jogando pra dentro do escritório pela janela aberta e sem que qualquer um dos dois lobos vigias pudessem pensar em qualquer coisa, numa rapidez vampirica, Selene atirou dardos de acônito neles que entre o susto e desmaiarem, levou um segundo, Juliette soube que era uma ação silenciosa e ficou quieta, Selene viu o rosto dela machucado e sentiu seu coração parar, sentiu sua fera urrar de revolta, mas não era agora que lamentaria, precisava ser rápida, já estava em penumbra, soltou Juliette e mandou ela subir nas costas dela, envolver as pernas na cintura dela e a segurar com os braços cruzados no peito dela.
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