Tudo ao mesmo tempo

607 Palavras
Meu dia começa um caos meu despertador não tocou e o enjôo está pior que diariamente já estava com quase seis meses e sair da cama era uma tortura demorei para tomar banho e me trocar com uma roupa que se minimiza o tamanho da minha barriga logo estou saindo para o trabalho chego atrasada e toda estabanada derrubando um monte de pratos no chão, mas isso foi o de menos hoje foi peixe frito, mas diariamente eu sentia o mesmo cheiro e nunca me encomodou mais agora eu não estava conseguindo segurar meu jantar já que não deu tempo de tomar café da manhã tento respirar fundo várias vezes. — Vamos Lilian leve esse prato pro cliente faz meia hora que ele está esperando. Aceno com cabeça, pois se eu fala-se não sei se poderia segurar com aquele cheiro direto no meu rosto vou o mais que posso para colocar na mesa do cliente quando o cheiro invade as minhas narinas e eu não posso mais e tudo vai pro chão o peixe e o vômito corro dali pro banheiro o mais rápido que posso sem olhar para trás respiro várias vezes tentando parar o enjôo, mas aporta se abre e minha chefe me encara em questionamento levanto devagar. — Olha Lilian isso não está mais funcionando chega tarde derruba a louça e agora isso vários clientes foram embora. — Me desculpe Laura, mas eu preciso desse emprego. — Eu não posso te ajudar dessa vez, volte aqui amanhã eu vou arrumar seu pagamento. — Por favor? — Saia é melhor para mim e para você. Não pude fazer nada me troquei deixando a roupa no vestiário e volto para casa, mas dou de cara com ela. — O que a gorda já está em casa não me diga que comeu demais e foi demitida. Não olho para ela apenas abaixo a cabeça e tento ir pro meu quarto, mas sou surpresa por sua mão nos meus cabelos eu grito tento tirar sua mão, mas ela ri de mim. — Para Fabiana você não tem nada com isso. -Ah! resolveu ficar corajosa foi, mas se esqueceu se não pagar ira pro olho da rua. Ela bate meu rosto na porta e eu vejo estrelas. -Fica esperta ou a sarjeta é pouco para você. Entro no quarto cambaleando tudo gira eu tranco a porta e deito na cama as lágrimas rolam, mas não faço um barulho não vou dar esse prazer a ela. Meu estômago ronca, mas tenho nada não consegui comer na lanchonete e aqui não tenho nada meus colegas de quarto comem fora na maioria das vezes e eu não tenho dinheiro para fazer as três refeições. Espero o silêncio da casa para poder sair do quarto e vou até o banheiro olhando para minha imagem no espelho estou com olheiras e minha pele está mais branca além de um hematoma que já está ficando azul no meu rosto além do lábio cortado abaixo a mão para minha barriga e o bebê se mexe. Lágrimas entopem minha garganta num soluço estrangulado. — Vai ficar bem docinho, mamãe vai nos tirar dessa. Falo, mas novas lágrimas vem entro debaixo do chuveiro tentando apagar esse dia depois colocárei uma roupa que antes já foi folgada e saio olhando prós lados para ver se alguém chegou em casa vou até o armário e encontro um pacote de rosquinhas de polvilho sorrio vai ser nosso jantar bebê. Respiro fundo e volto ao quarto procuro maquiagem para cobrir meu rosto Thiago logo me ligara e eu não quero que ele me pergunte nada, pois eu não sei se conseguiria mentir.
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