CAPÍTULO NOVENTA E QUATRO. Selene Moreau O som de tiro percorreu o ar, silenciando toda a sala, até o grito da Medina cortar o transe que eu fiquei com o Zade, segurando na arma. Os meus olhos foram até ela que grita tão alto e com tanta força que o meu coração acelera, vendo sangue verter do seu ombro numa intensidade que me fez recobrar a consciência e me deixar tonta simultaneamente. Eu olho para o Zade, e depois para o seu dedo ainda preso no gatilho, antes de soltar a arma e a mesma cair no chão. Que droga! — Ai... Ela tentou me matar! — ela acabou de dizer que fui eu? — Ah... chamem a ambulância, eu vou morrer! — ela geme e grita, e eu estou meio paralisada. Eu só posso ser muito azarada mesmo. Quando dei por mim, a agitação tinha aumentado. Era ambulância, eram policiais, e

