LUCCA A minha garganta está seca e sinto como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Eu me inclino e olho ao redor da sala em que estou. Percebo imediatamente que não é minha. Demoro um minuto antes de perceber que ainda estou na casa de Nico. Esfrego a mão no rosto enquanto tento me lembrar da noite passada. Dançando com Liz. Ela me rejeitando, novamente. A garrafa de uísque que eu peguei no bar. Sentando lá fora e bebendo no escuro. Não me lembro de mais nada, muito menos de como eu cheguei aqui. Uma batida na porta me assusta. —O que? — Eu gemo enquanto seguro a minha cabeça. —Bom Dia, raio de Sol. — Nico e Marco entram na sala sem esperar um convite. Nico me traz um frasco de comprimidos e uma bebida verde de aparência grosseira. Marco vai e abre as cortinas. — Ahhh

