Capítulo catorze: Anaya e a festa do Matteo.

1996 Palavras

Me lembro de tudo como se fosse ontem, cada grito de desespero, cada som emitido pelos seus corpos sendo arremessados para o chão, o barrulho dos seus ossos serem quebrados, os seus últimos suspiros, o sangue espalhado que respingou por todo lado incluindo nas roupas que tínhamos vestidos... lembro-me de tudo. Tem momentos que sinto como se me tivessem espremendo os pulmões e eu não consigo respirar, devia me assustar, mas não, é tão real que sinto cada partícula do meu corpo se contorcendo, doendo, reclamando. Não importa quanto tempo tenha passado, a morte da minha família sempre me assombra. Me espanto sobressaltada. O meu relógio biológico nunca falhava, acordava sempre as 5h54 ou as 6h em ponto. Era aniversário do Matteo, levantei-me e fiz o melhor que pude com a minha imagem. (…

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