CAPÍTULO VINTE O vômito quente e azedo queimou a garganta de Cassie. Ela vomitou na privada de porcelana branca, recordando-se vividamente do horror que tinha visto do lado de fora. O corpo de Margot estava estatelado nas pedras pavimentadas, imóvel. Uma de suas pernas estivera em um ângulo hediondo. Com certeza, Margot deveria estar morta... Mas, talvez, por algum milagre, ela ainda estava viva, mas inconsciente ou em coma. Cassie cuspiu na privada e limpou sua boca. Apesar do frio no cômodo, suor pegajoso despontava de sua testa e axilas. Sentia-se ainda mais tonta do que antes, desorientada ao sair do banheiro em direção ao terraço mais uma vez, antes de virar para o outro lado e correr, em pernas bambas, para a porta do quarto. – Pierre? – ela gritou, enquanto corria pelo corredor

