Por Anne Rocha A música suave preenchia o ambiente, ecoando por entre as paredes de mármore do salão imenso. Minha mão deslizou pelo tecido liso do vestido preto. Ele era impecavelmente ajustado ao meu corpo, com uma f***a alta na perna direita, permitindo movimentos rápidos caso fosse necessário. O decote era ousado, mas não excessivo, uma armadilha disfarçada. Cada detalhe havia sido planejado para atrair olhares e distrair potenciais ameaças. A máscara de cisne que cobria metade do meu rosto era uma obra de arte. As penas delicadas e o brilho dos pequenos cristais a tornavam quase hipnótica. O objetivo era claro: ser notada, mas nunca reconhecida. A maquiagem era carregada, mas precisa. Lábios vermelhos como sangue, olhos delineados com perfeição e sombras escuras que intensificav

