CAPITULO 31

980 Palavras
James: Maya, se acalma depois vocês conversam, é sua mãe não se esqueça disso. Disse tentando acalma-la Maya: EU NÃO CONVERSO COM TRAÍRAS (ele arregalou os olhos), ELA ENGANOU O MEU PAI, ELA TINHA UM AMANTE, A.M.A.N.T.E. James nem sabia o que dizer James: Vamos embora, vem. Disse a puxando seria melhor ele a tirar dali Ele achou melhor não perguntar mais nada, ela precisava de um tempo sozinha, a levou para o seu apartamento assim ela poderia ficar mais à vontade sem ninguém para a encher de perguntas, ele a colocou na cama, tirou as roupas dela a deixando de roupas íntimas e a cobriu com o edredom, ajustou o ar condicionado e ficou deitado com ela fazendo carinho nos cabelos dela e a vendo chorar o que fazia o peito dele doer, ao vê-la tão quebrada daquela forma, queria poder tirar toda dor que ela estava sentindo, mas não podia, só ficou ali fazendo cafuné nela até que ela adormeceu e beijou a testa dela e se retirou, ligou para Lika e contou o que acometeu e a mesma disse que iria conversar com a mãe, avisou a mãe dela que ela está bem dentro do possível, que agora estava dormindo Lúcia agradeceu a ele e desligou, ele também avisou os pais que iria ficar namorada que ela estava precisando dele, para que eles não se preocupassem. Ele a deixou dormir, foi em um restaurante perto comprou comida, aproveitou e tomou um banho e colocou uma bermuda, para ficar mais à vontade. Quando Maya acordou já estava quase anoitecendo, ela percebeu o quanto havia dormindo, encarou o lugar um pouco confusa, mas logo reconheceu o apartamento do namorado, se levantou da cama e foi até a sala onde o viu assistindo a um filme. Ele e a olhou James: Vem cá. Ela foi e sentou no colo dele. – Como se sente? Maya: Ainda não consigo acreditar em tudo que aconteceu, minha mãe tinha um amante, meu pai descobriu e quase enlouqueceu, eu só tinha 13 anos na época, eu vivia dividida com quem morar, eu amava os dois, não sabia como fazer, meu pai começou a destruir tudo dentro de casa desde os moveis até o nosso emocional, ela sabia o motivo de tanta revolta e não nos disse nada, ele chegava em casa com vidros de álcool dizendo que ia colocar fogo na minha mãe, eu ficava apavorada, escondia todos os vidros de álcool, ninguém conseguia dormir a noite, meu pai passou a beber coisa que nunca fez, ele chegou a dormir do lado de fora, porque e minha trancou a casa com medo dele entrar, foi um verdadeiro inferno, depois eles se separam as coisas ficaram um pouco melhor, mas ele vivia chamando de v*******a, de v***a, eu não reconhecia mais o meu pai, não reconhecia mais o homem que era o meu herói, que me ensinava o dever de casa, aquele que brincava comigo, eu não entendia onde estava aquele homem e hoje eu vejo que ele foi engolido pela decepção de ser traído pela mulher que amava. James: Eu nem sei o que te dizer, meu amor. Ele se lamentava por ver que ela estava sofrendo e por ver que o passado dela, não foi igual ao dele de uma infância tranquila e feliz. Maya: depois eu tive que assistir meu pai perder parte do pé por causa da doença, o ver andar numa cadeira rodas, assistir ele se revoltar com o mundo sem poder fazer nada, ficar durante 6 anos vendo meu pai passar mais tempo no hospital do que em casa. Me dividir entre estudar e fazer as coisas para ele. Ela chorava e ele chorava junto com ela – Eu ficava ouvindo piadinha dos meus primos, eu era taxada como a filha dos pais separados, eu era a única da família que tinha pais separados. James: Maya, tudo isso é passado, você foi forte, superou. Maya: Eu não superei. Eu fico depressiva quando lembro do meu pai, me isolo e não gosto de sair, lembra quando me conheceu? Ele assentiu – eu não saía de casa, as meninas viviam insistindo, aquela festa da Angel, foi porque as meninas ficaram dias me pedindo para ir, tudo o que eu passei me deixaram marcas, eu sou insegura, tenho baixa autoestima, sou depressiva, tudo porque quando era criança sofria bullyng pela minha própria família. Ele a olhou pasmo, como ela poderia ter passado tanta coisa? James: Pode desabafar comigo, meu amor. Maya: Meus tios por parte de mãe viviam de piadinha me chamando de tatu, de gorda, eu era acima do peso quando criança, minhas primas viviam falando m*l de mim pelas costas, até minha avó fazia pouco caso de mim, a família do meu pai me rejeitava, era como se eu nem existisse. Eu tenho um tio alcoólatra que vivia me humilhando e um outro tio que dava em cima de mim, cada vez que ele se aproximava de mim eu ficava com medo de acontecer o pior. Disse e se entregou ao choro novamente e ele chorava com ela, por ter passado tanta coisa sozinha e ele pode perceber que nada do que ele passou se comparava ao sofrimento dela. Foi tomado por uma dor no peito por ela ser ferida daquela forma. James: Eu não posso mudar nada do que aconteceu, mas a partir de agora eu estou aqui e nada vai te acontecer, você não está sozinha, não vou te deixar sozinha, eu sempre estarei aqui. Maya: Obrigada, eu te amo. Disse alisando o rosto dele, a forma que ela o encarou. Ele ficou a admirando, o que ele sentiu ao saber do sofrimento dela, o jeito dela, tudo que passaram ele teve certeza de uma coisa James: Eu também. Ela o encarou surpresa e ele percebeu – Eu também te amo, Maya. Se declarou e ela o beijou.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR