Em pouco mais de um mês trabalhando na casa de Simon, Paulina estava acostumada às visitas de Mirela. No entanto aquela era diferente, pois seu pai entrara no apartamento logo atrás da Salvatore. Ele carregava duas caixas retangulares brancas, uma grande e outra menor. — Boa tarde, querida! — Mirela a abraçou. — Boa tarde, dona Mirela! — Já disse que não precisa utilizar o dona. Olhou para o pai, que colocava as caixas na mesinha de centro. Chamar Mirela de maneira informal já era complicado para os padrões que aprendera com os pais, na presença dele lhe incomodava muito mais. Ele não a repreenderia, nem ao menos olhara em sua direção quando entrara, mas sabia que desaprovaria se tratasse Mirela sem o respeito que a posição dela frente a eles exigia. Depois de acomodar as caixas, Paul

