A música alta, próxima ao seu ouvido, tanto acordou quanto assustou Paulina. Com o coração aos pulos, sentou na cama, esfregando os olhos com uma mão, enquanto com a outra tateava o criado mudo à procura do celular. O pegou e, entreabrindo um olho, deslizou o dedo na tela para atender. — Alô... — balbuciou sonolenta. — Lina? Aqui é o Guilherme. — Oi... Guilherme! — cumprimentou deslizando para debaixo das cobertas. — Te acordei? — Já é minha hora de levantar... — murmurou, mesmo sem saber que horas eram. — Paola me contou sobre o grande pedido. Como se sente? — Nas nuvens — respondeu esticando-se com um sorriso sonhador. — Queria te felicitar pessoalmente, mas passarei mais uma semana fora. Na verdade esse é o maior motivo dessa ligação. Preciso de um favor. — Qual? —Tábata está

