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4201 Palavras

Andaram animados pelo estreito caminho que ladeava a avenida residencial. Era bom se movimentar, sentir o sereno da noite contra a pele. Mais ainda, era maravilhoso ter Daniel segurando sua mão. — Sempre faz isso? — perguntou Daniel, quebrando o silêncio. — Sempre, mas não tanto quanto gostaria — disse Lucy. — Eu costumava andar pela vizinhança todas as noites depois do jantar, em minha antiga casa. Sinto falta de ter um pequeno terreno, trabalhar no jardim. É uma pena não ter um lugar onde eu possa sentar-me à noite e olhar as estrelas. — Você tem um terraço. — Não há plantas e árvores lá. — Respirou fundo e olhou à volta. — Não é um lugar só meu. — Então, por que não procurou uma casa lá onde morava? — Não tinha condições financeiras. Meu salário não é suficiente. Também percebi qu

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