Ginger não teve nenhuma dificuldade em levar o sonolento dinamarquês para o pedaço de carpete que lhe servia de cama, na garagem. Depois de acariciá-lo, olhou em volta, notando que Simon mandara recortar uma a******a na porta basculante voltada para o quintal. Era uma passagem para que Arthur entrasse e saísse à vontade, fechada por uma portinhola de vaivém, fácil de movimentar. — Arthur aprendeu depressa a abrir a porta, empurrando-a com a cabeça — Simon explicou. — Cachorros são muito inteligentes — Ginger concordou. — Bem, não há mais nada a fazer pelo grandão. Acho que já vou indo. Com um rápido olhar, verificou que havia bastante água e ração nas tigelas. Despediu-se do cachorro com uma última carícia e preparou-se para sair, sem muita vontade. — Está com fome? — Simon perguntou.

