O avião derrapa na pista e vai parando, respiro fundo. Esses dias serão difíceis. A aeromoça simpática me anuncia que já estamos em Amsterdã, e que um carro já está me esperando. Agarro o embrulho com força. Não abri, não tive forças de abrir. Ela diz alguma coisa sobre a mudança de tempo, Sorri e entra na cabine. Pego minha bolsa e desço a pequena escada. Agora entendo o que ela disse sobre o tempo. Esta fazendo sol, e calor, embora o ar esteja fresco. Tiro meu casaco e vou de encontro com um carro preto com os vidros escuros. O motorista sai para fora e abre a porta para eu entrar. - Senhorita. - Entro no carro e espero ele fechar a porta. Sinto um nó na garganta, tão doloroso que chega a sufocar. Não presto muita atenção no caminho, nervosa, pego o casaco e arrumo em meu colo

