L. Quase Sem Saída

1187 Palavras

Barra da Tijuca, Rio de Janeiro No carro, Matheus veio abraçado em meu colo. Acabei me perguntando como me deixei chegar naquela situação, como me deixei ser fraca para não protegê-lo e como aceitei a fraqueza de continuar com o traste. Se eu quisesse mudar aquela situação, conversar com Ricardo estava fora de cogitação — afinal, só de pensar em falar com ele, os pelos da nuca chegavam a arrepiar. A pergunta mais importante era: como? Com o novo emprego, podia juntar dinheiro e ir para bem longe. “Isso realmente resolveria, Sofia?”, eu me questionei, concluindo que mudar toda a nossa vida não era a solução. Isso significaria abandonar meus sonhos, ter uma vida de fugitiva; mesmo que tentasse dar um bom fim de infância para Matheus não seria possível e… pior… no dia que a mãe partisse

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