Saio da cozinha parando no meio do caminho, sentindo uma breve dor nas costas e uma pressão na pélvis. Respiro fundo, esperando até que a dor se dissipasse. Blake não estava em casa, igual nos últimos quinze dias. Pelo o que havia ficado sabendo, passava os dias e as noites em uma boate não muito longe dali, enchendo a cara o máximo que podia. Batidas urgentes ecoam pelo apartamento. Solto o ar bruscamente dos pulmões, arrastando meus pés até a porta. Abro a porta suspirando. – Johnny. – Você precisa vir comigo, parceira – diz assustado. – É o Coroa, não é? O que ele quer dessa vez...? – Não é ele não – Johnny está aflito – É teu irmão. Tá correndo uma conversa aí na rua... Meu irmão, ninguém sabia que eu tinha irmão, penso. – O que aconteceu? Johnny desvia o olhar para

