Bato na porta vermelha equilibrando uma caixa de rosquinhas e dois copos de café da Starbucks. Sorrio quando a porta abre. Michael ergue uma sobrancelha, vestido apenas em uma calça de flanela vermelha xadrez. Havia um curativo perto das suas costelas, indicando onde a bala que o fez sair de licença entrou. Era sábado e devia imaginar que o encontraria daquela forma. – Café da manhã? – pergunto passando por ele. – Posso saber o motivo da visita? – Ele pergunta, pegando a caixa de rosquinha e os dois cafés. – Pensei em tomarmos café da manhã juntos, como nos velhos tempos – Tiro me casaco pendurando no vestíbulo. – Você odeia rosquinha e não gosta de...– Ele lê o rótulo do copo – café com leite. – Estou começando a gostar – Passo pela sala com um sofá de canto cinza, diante de

