Desde sua aposentadoria, Carlota passava os dias em ciclos de caminhada e depois leitura pela manhã, de tarde eventos de caridade ou fabricação caseira de perfumes que fazia para consumo próprio, presentear os mais próximos ou vender nas ferinhas do Convento Santa Rita. Estava justamente trabalhando em um novo aroma quando Bete entrou em seu laboratório. — Carol deseja falar com você — ela informou estendendo o celular que Carlota deixara de propósito no quarto. Quando entrava no laboratório improvisado o mundo sumia, evitava visitas, telefonemas e ninguém podia interrompê-la. Só havia uma exceção. — É sobre o menino Nathaniel. A Muller retirou os óculos de proteção e as luvas antes de pegar o aparelho, seguindo até a cadeira mais próxima. Nos últimos dias qualquer coisa a respeito d

