Na manhã de domingo, com roupas esportivas, tênis e fones de ouvido, Nathaniel alongou os músculos e saiu em sua corrida matinal pela calçada do condomínio Delluna. Apreciava esse tempo ao ar livre, de sol aquecendo sua pele, do vento balançando seu cabelo e refrescando seu rosto, das batidas animadas em seus ouvidos ao longo do caminho. Ficava alheio a tudo, correndo veloz pela trilha diária. Por isso, quando uma pessoa atravessou a sua frente, não teve tempo de desviar, seu corpo em velocidade trombou contra a criatura que caiu sentada no chão de pedra. Os arregalados olhos azulados reconheceram Mirela Salvatore, mãe de Simons, segurando o pé com a expressão de dor. — Senhora Mirela, me desculpe. — Abaixou-se para auxiliar a mulher, as batidas altas encobrindo a voz da Salvatore. — D

