Ruslan A maioria deles está fazendo apostas. E a maioria está perdendo no pôquer, enquanto eu continuo ganhando. Mas eu me esforço para ganhar. Não é porque sou naturalmente talentoso no jogo — é porque ninguém aqui quer que eu perca… e os puna por isso. Sou um perdedor justo. Mas minha reputação me precede. Nenhum homem ou mulher neste salão quer me irritar. É evidente que um homem, em especial, está perdendo mais que os outros. Ele continua empilhando fichas sobre a mesa como se a próxima jogada fosse a salvação — mas não recebe nada em troca além de decepção. — Precisa de ajuda? — pergunto, inclinando-me levemente em sua direção. Ele é mais velho — provavelmente na casa dos cinquenta — com o rosto azedo e o cabelo grisalho, oleoso e colado ao couro cabeludo. — Não preciso de aju

