Capítulo 21

898 Palavras

Ruslan Ele passa a faca pelo meu braço, cortando a pele com precisão. Mas eu não grito. Eu nunca grito. Nem mesmo quando ganhei minha cicatriz. Depois de limpar o sangue da lâmina, Maxim joga a toalha ensanguentada no chão. — Você não é um homem fácil de machucar, Ruslan. Nunca parece sentir dor. — Se isso é dor que você está vendo... — digo entre os dentes cerrados — ...então vai acabar decepcionado. — Vamos ver. — Ele desliza a faca pelo meu outro braço. O sangue pinga no chão, formando poças vermelhas aos meus pés. — Se continuar assim, não vai sobrar nada de mim pra você torturar. — Eu sei o que estou fazendo. — Outro corte no braço. Nem sequer recuo. — Onde você aprendeu a fazer isso, afinal? — Conversar me mantém acordado. Me distrai. Porque a verdade é que dói. Dói com

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