Ponto de Vista: Soraia O cheiro de couro, fumaça de tabaco e metal permeava o galpão isolado de Kaelen nas margens da cidade. A porta pesada de ferro havia sido trancada com dois estalos secos, sepultando o barulho do mundo lá fora. A única iluminação vinha de um holofote industrial amarelado, focado diretamente sobre o sofá de couro surrado no centro do espaço. Eu continuava de joelhos no chão de concreto frio. O sobretudo que eu usava no estúdio de arquitetura já estava jogado a um canto, e a corrente de aço fina, presa ao redor da minha cintura e ajustada entre os meus s***s, queimava contra a minha pele nua. Kaelen estava de pé diante de mim, uma figura imponente, perigosa e inteiramente dominadora. Ele tirou a jaqueta de couro com um movimento brusco, jogando-a no chão, e desfez

