Ponto de Vista: Ariadne A luz suave da manhã atravessava as frestas das persianas de madeira, desenhando linhas douradas sobre a seda preta do lençol. O meu corpo inteiro doía de uma forma profunda e deliciosa. Cada músculo da minha cintura, a pele marcada do meu pescoço e a ardência contínua e latejante entre as minhas pernas lembravam-me exatamente de onde eu estava e a quem eu agora pertencia. Virando-me devagar, senti o líquido quente de Thorne e os vestígios do meu próprio sangue virgem escorrerem sutilmente pela parte interna da minha coxa. Thorne não estava mais na cama. Ele permanecia de pé junto à janela, vestindo apenas uma calça de linho escuro, segurando uma xícara de café fumegante. A luz matinal destacava as cicatrizes sutis e a musculatura rígida de suas costas. — Bom

