O Jejum e a Fraqueza

1625 Palavras

O sol m*l havia nascido, mas André já estava desperto. A noite fora uma batalha interminável entre orações e sonhos perturbadores, e o pouco descanso que tivera foi invadido pela imagem de Valesca. Decidido a não sucumbir, levantou-se cedo, vestiu-se de forma simples e caminhou até a cozinha da casa paroquial. Abriu os armários e, diante dos alimentos, fechou-os novamente. Não comeria. O jejum seria sua espada contra o inimigo invisível que o atormentava. Apenas água, apenas oração. Precisava purificar o corpo para que a alma encontrasse forças. Com o terço nas mãos, ajoelhou-se diante do crucifixo em seu quarto. O estômago vazio já protestava, mas ele o ignorava. Começou a rezar em voz alta, a cadência das palavras tentando sobrepor-se ao turbilhão de lembranças que lhe invadiam. “Se

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