O amanhecer trouxe consigo uma luz pálida, filtrada pelas vitrais da pequena igreja. Padre André caminhava pelo corredor central, o coração ainda pesado pelas lutas das noites anteriores. Cada prece parecia ecoar com mais dificuldade dentro dele; cada lembrança de Valesca surgia como um sussurro irresistível em sua mente. Valesca estava lá, sentada no banco mais próximo do altar, como se o aguardasse há horas. O vestido branco agora parecia ainda mais luminoso sob a luz da manhã. Cada detalhe de sua presença parecia desenhado para confundir a mente de André e desafiar sua fé. — Bom dia, padre — disse ela, com um sorriso suave —. Espero não ter atrapalhado sua noite de oração. André engoliu em seco, tentando se manter firme. — Valesca… — murmurou ele —, já falamos sobre isso. Não podemo

