Ao olhar ao seu redor Sarah sente um desespero tomar conta de todo seu ser.
- Como vou fazer agora para encontrar minha mãe outra vez?
Sarah sabia que era praticamente impossível sair daquele lugar sem ser descoberta por seus algozes
- Mason.
Grita Parker no portão.
- O que eu faço agora? Eles vão me matar se me descobrirem aqui.
- Se esconde rápido ali.
Apavorada Sarah entra no cômodo que Mason aponta.
- Você não ouviu eu te chamar seu animal?
- Eu estava ocupado.
- Aposto que estava vendo aquelas revistinhas imorais que Simon te deu. Vamos Sr. Christopher mandou que você fosse agora à fazenda.
- Já estou indo. Você pode ir agora Parker.
- Eu não saio daqui sem você Mason. Vamos deixe as safadezas pra depois.
- Já disse pra você ir. Vou terminar o que estou fazendo e já irei.
- Então vê se não demora retardado. Porque se eu tiver que voltar aqui você vai ver só.
Parker monta novamente em seu cavalo e sai na direção à fazenda de Christopher.
- Pronto pode sair. Parker já foi.
- Mason. Esse é um dos homens que invadiram a fazenda do meu pai.
- Ele foi já foi embora.
- Se algum desses homens souber que estou aqui, virá me matar que eu sei. Você precisa me ajudar a fugir Mason.
Mason não conhece muita coisa fora dos limites da Fazenda e da região que vive desde criança.
Certa vez um Serial Killer andou atacando pelas redondezas e devido a sua deformidade, Maison quase foi lixado como suspeito.
É costume executar um criminoso perigoso imediatamente na Califórnia e Mason escapou por pouco.
Senão fosse o assassino ser pego em uma emboscada, Mason pagaria pelo crime que não cometeu.
- Aqui é seguro. Eles não te encontrarão.
Sarah percebeu que Mason tinha um problema e talvez não pudesse ajudá-la.
Seria perigoso ficar na fazenda onde moravam os assassinos de seu pai.
Os homens que abusaram dela se a descobrissem certamente a matariam, afinal ela sabia demais.
Se ela continuasse ali estarei correndo risco de vida todos os dias.
Enquanto isso o delegado vai até o cenário do crime.
- Que desperdício. Uma plantação quase inteira ser destruída.
- Aqui estão os nomes das pessoas que moravam aqui delegado.
- Hum. Obrigado.
- Como o senhor pode ver moravam na casa quatro pessoas.
- E por que será que só um corpo foi encontrado?
- Não sei dizer delegado, vamos aguardar o lado da perícia. De repente eles desintegraram com o fogo.
- Isso é o que eu duvido muito.
- Aonde eles teriam ido parar então?
- Não sei. Mas é essa incógnita que eu pretendo desvendar.
- Com todo respeito delegado, mas eu já vi corpos serem pulverizados com as chamas de um incêndio.
- Também já soube de casos assim, mas minha intuição me diz que o que aconteceu aqui nessa fazenda vai, além disso.
Delegado fala caminhando pela fazenda.
- Veja adiante.
- O quê delegado?
- Há algo preso ali no galho.
Após avistar algo se abaixa para pegar.
- O que é isso doutor?
- Um lenço. Alguém fugiu pelas chamas deixando-o pra trás.
Agora o delegado tem certeza que alguém fugiu para não morrer.
Edward se preparava para deixar a Ilha quando seu celular acende indicando uma ligação.
- Alô quem é?
- Você jamais sonharia que te ligaria numa hora dessas, não é mesmo Edward?
- George? O que você quer? Aliás, Já devia ter saído da Ilha também. O Tsunami destruirá tudo por aqui. Você sabe bem disso.
- Já estou sobrevoando nesse instante a ilha. Inclusive estou vendo não tão distante, a onda que se aproxima e que engolirá Maldivas em minutos.
Um homem se aproxima.
- Vamos o barco nos espera Sr. Edward.
- Há o avião não veio e você conseguiu um barco? Perda de tempo você sabe. A onda vai alcançá-los de uma forma ou de outra.
Edward então começa a entender que George estava por trás da desistência do piloto.
- Foi você né?
- Vejo que está começando a entender.
- Quanto você pagou o piloto, pra ele me deixar aqui?
- Uma quantia razoável. Pode ter certeza que não me fará falta.
- Seu maldito! Você quer sempre quis me destruir.
- Sim você sempre foi uma pedra no meu sapato Edward, pois agora esperar vou esperar com a champanhe no gelo, a notícia que encontraram seu corpo espalhado junto aos destroços do tsunami.
- Maldito.
- Vou me tornar o número um nas redes de Hotéis Cinco Estrelas como sempre sonhei.
- Não pense você, que meu filho deixará que você vença assim tão fácil.
- Seu filho pouco se importa com seus Hotéis Cinco Estrelas que você possui. Aliás, soube que inaugurou uma empresa. Com isso todos seus queridíssimos hotéis ficarão as traças.
- Tenho certeza de que Noah não deixará isso acontecer.
- Podemos esperar mais precisamos ir Sr. Edward.
- Acho que a sua fuga da Ilha no barco foi uma péssima idéia Edward. Você vai se encontrar direto com o Tsunami mais rápido do que eu imaginava.
- Cala a boca e escuta. Torça para que eu de fato eu morra nesse Tsunami. Caso eu sobreviva, vou te caçar como os lobos caçam as hienas e fazer você pagar muito caro por isso.
- Edward. Só mais uma coisa. Natalie finalmente saberá o que é ter na cama um homem de verdade.
Os olhos de Edward brilham de ódio e com a proximidade do tsunami, o celular perde o sinal.
Edward segue no barco sentido contrário as ondas, que chegam à Ilha virando as embarcações e a arrasando com todo o litoral.
Assim Noah fica sabendo do ocorrido na Indonésia, liga imediatamente para o seu pai, mas sem em sucesso.
- Não acredito. Ele não atende.
- Já parou para pensar que os telefones podem estar fora de área?
Enquanto Caleb ainda falava, um segurança entra afoito.
- Liguem na TV. Veja a Noah o mar recuou totalmente da Costa.
- Sim é verdade Noah. E por esse ângulo ainda podemos ver uma onda gigante se aproximando não tão distante. Olha isso.
- Pai você precisa sair daí logo.
Noah sussurra ao assistir o noticiário.
- Fica calma amigo. Provavelmente ele já fez isso e se encontra em um lugar seguro nesse exato momento.
- Gostaria muito de acreditar que existe um lugar seguro nessa Ilha nessas horas.
O noticiário afirma que o terremoto foi de 9,1 graus de magnitude movimentou bilhões de toneladas de água, que desencadearam uma série de ondas na superfície.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), essa será pior tragédia natural já registrada, com a previsão de 14 países a serem atingidos, o que ocorrerá a devastação de cidades inteiras.
O desastre natural, que começou abaixo do Oceano Índico, atingirá em minutos também a Indonésia, Tailândia e Índia.
- Não posso ficar aqui parado. Preciso tirar meu pai desse lugar.
- Não há o que fazer nesse momento Noah. Precisamos esperar. Sr. Edward é um homem inteligente e você mesmo disse que o piloto arrumou um avião para resgatá-lo.
- Sim é verdade. Mas essa falta de comunicação está me deixando louco.
Noah não fazia idéia da armação feita contra Edward, que impediu que o piloto o resgatasse de Maldivas.
Algumas semanas se passam e as buscas continuam a todo vapor, mas o pai de Noah, não havia sido localizado.
- Mãe a senhora precisa comer.
- Não quero estou sem fome. Você tem novidade sobre seu pai?
- As buscas continuam mãe, mas por enquanto não há novidades.
- Seu pai não pode ter morrido Noah.
- Papai não morreu mãe. Precisamos acreditar que ele está vivo em algum lugar.
- Porque então não se comunica com a gente?
- Ele pode estar ilhado sem telefone.
- Como ilhado? Se todas as cidades próximas foram devastada? Não sobraram nada.
Natalie não contém as lágrimas sentidas que lhe escorrem pela face, sendo consolada por seu filho que compartilha com ela a mesma dor.
Edward e Noah sempre tiveram suas diferenças visto que ele esperava que seu filho ocupasse seu lugar como CEO da maior rede de Hotéis dos Estados Unidos.
Contudo Noah se tornou especialista em Engenharia de Software e TI e a empresa aberta por ele desenvolvia, testava, implantava e mantinha sistemas de aplicações na área da tecnologia.
Essa tecnologia da informação além de projetar, codificar, testar implantar, planejar, programar, também coordenava atividade de desenvolvimento de software que identificava e suavizava os riscos de segurança, protegendo-os contra ameaças e vulnerabilidades.
Agora com desaparecimento e possível morte de seu pai, Noah não sabia como conciliar sua empresa com as redes de hotéis de Edward.
A idéia de vender tudo para um grupo estrangeiro, caso o pior aconteça lhe passou a cabeça, mas ele ainda não havia tomado nenhuma decisão.
Enquanto houvesse esperança de encontrar seu pai com vida, a rede de hotéis permaneceria intacta em sua família.
Voltando ao passado mãe e filha almoça no restaurante simples em Dakota do Sul, sendo observadas pelo dono do lugar.
Faminta Samantha esfrega um pedaço de pão no que sobrou de feijão em seu prato.
- Para com isso Samantha. Estão olhando para nós filha.
Samantha termina de mastigar colocando o garfo no prato.
- Eu estava com muita fome mamãe.
- Precisamos arrumar um lugar para dormir essa noite.
- Elas estão famintas patrão.
- Nunca vi essas duas por aqui.
O dono do restaurante não tira os olhos da mesa e manda que seu funcionário investigue quem são elas forasteiras.
- Vá até a mesa delas e tenta saber de onde elas vieram? Se estão de passagem ou se pretendem ficar por aqui.
- Deixa comigo.
- Então gostaram da comida?
- Sim estava uma delícia obrigada.
- Eu não sei dizer, porque eu comi, mas para satisfazer a minha fome do que pelo paladar.
O rapaz sorri da brincadeira de Samantha.
- Desculpe perguntar. Vocês estão de passagem? Porque eu nunca vi vocês duas por aqui.
As duas fecham um sorriso automaticamente, por medo de serem descobertas e levadas de volta a Califórnia.