—É muito tempo mesmo, quase dois anos —digo com o mesmo tom debochado que ele. —É, você tem toda razão, acho que já sumi por tempo suficiente, não acha? —Pergunta com diversão. Ele vem até a cadeira na frente da minha mesa e se senta confortavelmente. —Então, você tem um tempo para a gente conversar? —Pergunta, mas não parece que está disposto a sair se eu disser que não. —E que assunto nós temos para conversar exatamente? —Me sento e o encaro. Faço questão de demonstrar meu total desinteresse em conversar com ele. Eu sei que ele não gosta de mim por eu ser o filho bastardo da amante, não tiro sua razão, se fosse eu no seu lugar talvez teria a mesma opinião de não gostar do intruso que chegou na minha família. Mas o fato dele me provocar, criar problemas pra mim descaradamente, f

