—Olá, boa noite, irmãozinho! —Diz com ironia assim que abro a porta. —Boa noite! Entre —abro espaço para ele passar. —Nossa! —Diz depois de assoviar —que belo apê você tem, mora bem em, irmãozinho —anda alguns passos olhando o ambiente, depois completa : —Você tem muito bom gosto, escolhe bem. É visível a sua intenção de me provocar com seus comentários de duplo sentido, mas eu não respondo às suas provocações, pelo contrário, eu entro no joguinho de ironias dele. —A que devo a honra da sua ilustre visita, irmão? —digo cheio de ironia. —Não vai me oferecer uma bebida primeiro, irmãozinho? Vejo que está muito curioso —sorri. —É, eu estou sim. Você sabe, né, eu nunca recebi uma visita familiar. A não ser a visita do velho, é claro. —É verdade. —Faz uma careta —eu sinto muito

