Alta

1059 Palavras
“Carlos” Esta mulher acabará comigo, como será que ela conseguiu entrar aqui e vestida de enfermeira, farei ela por aquela roupa para eu tirar, minha vida é uma loucura. “Nineta” Saí do hospital, entrei em meu carro e fui para casa, amanhã trarei o Carlos para dentro de casa que se dane o que vão dizer, eu sou o Don e não devo satisfação, devo, mas darei quando e como eu quiser, tenho que ver onde Angela se escondeu, aquela traidora não vai me escapar e ainda vai para a prisão pela morte do marido, já mandei colocarem provas de que foi ela quem matou o Raffaele, agora é só acharem ela com o corpo dele, parecerá que ela está tentando se desfazer da prova do crime. Depois que eu resolver esse problema vou me dedicar a meu lobo solitário e ao casamento da minha filha, para depois colocar Júlio de meu Consiglieri e Carlos de meu braço direito até conseguir torná-lo um homem da família para poder me casar com ele. Levantei cedo, tomei um banho bem relaxante, desci tomar meu café da manhã, minha filha já estava na mesa e Júlio em pé como todo dia. _ Júlio sente-se perto de sua noiva. _ Senhora não é adequado, eu prefiro ficar em pé. _ É uma ordem, sente se e a partir de amanhã você coloca outro segurança no seu lugar e sente-se conosco na mesa. _ Mãe não precisa disso, Júlio não vai se importar. _. Mas eu vou, meu genro tem que agir como tal, e não como um empregado da casa. _ A senhora não entende que eu só estou me casando com ele para a senhora não fazer nenhuma maldade com ele. _ Seu casamento será de verdade, ignoro qual seu motivo, mas vão dormir juntos e fazer tudo o que um casal faz, e também não será difícil eu já te vi se esfregando nele lá na piscina, ou vai me dizer que tive alucinações. _ Nossa mãe isso é muito íntimo, como a senhora fala disso, como se fosse uma coisa natural. _ Porque para mim é muito natural, vocês já se conhecem bem até demais, então para de bancar a virgem pura e faz esse casamento dar certo que quero netos correndo aqui em casa. _ Tudo bem, comprarei um vestido de noiva porque não conseguirei fugir desse casamento. _ E leva seu noivo no alfaiate para escolher um terno bem bonito, e vê se você quer decorar a casa ou se vai ser uma cerimônia simples. _ Vem Júlio, temos muito o que resolver, senão ela traz o juiz aqui e assinaremos o contrato de casamento. _ Vá com sua noiva deixa que eu resolva quem vai comigo ao hospital. _, Sim, senhora Serena ainda irritada fala para Júlio. _ E não precisa falar com minha mãe assim, ela não será mais sua patroa. _ Tudo bem-querida, vou me acostumar. Saíram e eu tomei meu café no silêncio, parece que não consigo um momento de paz, será que Matheus já consegue guiar? Chamarei mais uns três meninos para me acompanhar. Fui ao galpão e escolhi três rapazes para nos acompanhar, Matheus já está na ativa e vai guiando, eu pedi para que eles viessem em outro carro não confio em ninguém para por junto comigo. Chegamos em frente ao hospital e eu não sei exatamente como agir, Matheus fala comigo. _ Senhora chegamos, o que a senhora quer que eu faça? _ Vai lá dentro e vê se ele já está liberado, se estiver traz ele por favor. Matheus entrou no hospital e logo retornou. _ Senhora só um m****o da família pude saber notícias do paciente. _ Vou lá. Cheguei na recepção e dei o nome dele a atendente perguntou qual minha ligação com ele, falei uma coisa incontestável. _ Sou esposa dele. _ Senhora me desculpe eu não sabia, pode subir senhor Carlos já está de alta e a sua espera. _ Muito obrigado Agradeço a recepcionista e vou ao elevador buscar meu marido, ele já tinha deixado meu nome como esposa dele, mas que homem confiante. Cheguei ao andar a enfermeira já veio me receber com um sorriso. _ Senhora Nineta, Carlos já está impaciente a sua espera, ele disse que a saudade é tanta que chega a doer. _ Carlos é assim mesmo muito afetuoso. _ A senhora tem muita sorte de ter um homem tão apaixonado. _ Tenho não tenho, onde ele está? _ No quarto dele, vem que acompanho a senhora até lá. Fiquei olhando a enfermeira toda melosa para o lado de meu suposto marido. _ Carlos você está com dor, quer que eu chame o doutor? _ Não precisa Ju, meu remédio acabou de chegar. _ Nossa que amor, a senhora tem muita sorte. _ Eu já entendi Ju pode ir agora, que cuido do meu favo de mel. Depois que a enfermeira saiu, Carlos ficou me olhando engraçado. _ Favo de mel? _ Ela estava tão derretida por você que foi a única coisa que lembrei. _ Minha rainha, não imaginei você ciumenta, mas confesso que gostei. _ Acho melhor você não me deixar com ciúmes, posso perder a calma e atirar na cara de uma derretida sem nem pensar duas vezes. _ Vamos, minha esposa, quero ir para casa. _ Temos que esperar o médico trazer as orientações. _ Vem aqui me dar um beijo, estou com saudades. _ Carlos, você não esqueceu quem sou, esqueceu? _ Claro que não, é minha esposa, a mulher por quem mato ou morro. Nineta veio até onde estou e me deu um selinho. _ E fique satisfeito, o doutor sabe quem sou, e não posso demonstrar fraqueza. D. Hernandez entra e todo respeitoso, fala comigo. _ Senhora, seu amigo foi muito bem atendido tendo sido feito todo procedimento de recuperação do intestino, darei alta, mas ele deve permanecer em repouso e cuidados intensivos, aqui estão as receitas dos medicamentos e o retorno que agendei para daqui a uma semana. _ Obrigada doutor, eu cuidarei para que ele faça o repouso certinho, se eu precisar que o senhor atenda ele em casa o senhor se disponibiliza a ir? _ Claro, senhora, eu devo a vida da minha filha para a senhora, o que a senhora precisar pode contar comigo.
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