Cássia me encarava, preocupação evidente em seus olhos. Eu me sentia afogar em um mar de pensamentos conflitantes, cada um puxando-me em uma direção diferente. A culpa, como uma sombra, roçava minha consciência, mas uma parte de mim se recusava a aceitar a realidade apresentada por Sabrina tão prontamente. — Nick, está bem? Acredita mesmo que é ela? — sua voz, cheia de apreensão, tentava me alcançar através do nevoeiro de meus próprios pensamentos. Reuni o pouco de força que me restava e respondi: — Isso é uma armação, tem que ser. A voz é sim da Lara, mas duvido que ela tenha feito algo contra a própria vida — minha resposta, embora incerta, carregava a esperança de que aquilo fosse apenas uma cr'uel manipulação. Mas Sabrina não recuou, sua ameaça era tão palpável quanto a tensão que

