Ao adentrarmos o espaço, lá estava Lara, acomodada no sofá, exibindo alguns ferimentos que, a princípio, me fizeram questionar sua autenticidade. Minha desconfiança não tem limites quando suspeito de alguém; duvido de tudo, até mesmo da veracidade de seus machucados. Porém, ao observar melhor, percebi que eram reais. — Olá, boa noite — Humberto cumprimentou, aproximando-se com um gesto de cordialidade. Lara, com um sorriso, respondeu ao cumprimento, mas logo focou sua atenção em mim, ignorando praticamente a presença de Humberto. — Oi, Lucas, estava ansiosa pela sua visita — disse ela, sua voz carregada de uma expectativa quase tangível. — Olá, Lara, vejo que está se recuperando — respondi, tentando manter a neutralidade em minha voz. — Estou quebrada, venha mais perto, fique à vontade

