Maya
Maya ainda não estava acreditando que aceitou aquela palhaçada! Porque ela deixou a mãe e a irmã a convencerem de que deixar Hanna planejar uma despedida de solteira mascarada seria uma boa idéia?
Mas Hanna estava se divertindo, então Maya deixou. Ela disse que não iria mover uma palha, apenas estaria por lá! Agora estava vestida de coelhinha e com uma máscara com orelhas e tudo! Pelo menos, a máscara cobria seu rosto e ninguém a reconheceria.
Quando chegou no hotel de luxo que a irmã reservou para a festividade, não acreditou! Era um dos lugares mais caros da cidade! Maya entendeu porque o pai estava com dificuldades financeiras! Hanna gastava sem se preocupar com o amanhã…
Mas enfim, notou que a área VIP reservada era de muito bom tom e tinha várias amigas dela lá, todas fantasiadas e de máscaras. A única que reconheceu, mesmo mascarada, foi Letícia. Ainda assim porque é a única ruiva em meio as amigas barulhentas de Hanna.
Quase se arrependeu e voltou para trás quando percebeu que todos que entrassem no hotel, poderiam ver as comemorações através das paredes metade de vidro. Mas Hanna a pegou pelo braço e falou que por isso as máscaras!
— Vem maninha, você vai se divertir. É sua última chance antes de se tornar uma senhora chata e casada! Ah, e pode beber tranquilamente, pois reservei um quarto para passarmos a noite aqui quando tudo terminar e não precisar dirigir alcoolizada.
— Você fala como se eu fosse adepta a encher a cara. E outra coisa, você reservou um quarto? E essa mulherada vai tudo dormir em um quarto ou elas podem dirigir alcoolizadas?
— Não, bobinha. Todas viemos de carros por aplicativos. E o hotel já está preparado com os endereços de todas para chamar outros pra voltarem! Vem, que comecem os jogos…
Maya nunca foi de se juntar com meninas e fazer aquela farra. Não entendia como a mãe e Hanna, sabendo disso, não programaram uma festa mais silenciosa, só entre eles, que a avó e a própria mãe pudessem participar. Mas Hanna disse que não abria mão de ela ter pelo menos uma noite de alegria na vida dela antes de se casar. E como Maya adorava a irmã caçula, se permitiu.
E no fim, percebeu que até se divertiu bastante com as brincadeiras que Hanna organizou e os presentes que as meninas lhe deram.
Ganhou algumas lingeries tão provocantes que nem em sonho se imaginava usando! Sabia que a maioria daquelas moças não eram mais virgens, apesar de serem mais novas que ela. Ela não, ela conseguiu manter o namoro de três anos dentro do decoro. Claro, algumas vezes a pegada era mais forte, a deixava com vontade de mandar tudo pro espaço, mas algo lhe dizia que não era o momento, e apesar de enlouquecido, Denny respeitava. Mesmo com aquela cara de frustrado que saia da casa dela, respeitava.
Maya reparou que um globo foi descido no local e as luzes apagadas, elas estavam dançando! Foi sugerido a brincadeira do vira vira e Hanna chegou no ouvido dela e disse pra ela apenas fingir estar se alcoolizando.
Sem entender, Maya assentiu. E percebeu que cada vez que alguém perdia, era colocado um copo pela metade com vodka que a pessoa tinha que virar. Ficou meio receosa e Hanna fez um sinal, e foi então que percebeu que em seu copo tinha água com limão!
Deu um sorriso pra irmã e continuou a brincadeira, grata por Hanna ter cuidado tão bem dela, sem estragar a brincadeira das outras. Percebeu que as moças estavam começando a ficar bêbadas e sugeriu o fim da despedida, Hanna disse que só teria mais uma rodada e tudo acabaria. Maya concordou e depois que virou o último copo, só tem flashes daquela noite…
Danilo
Danilo se estabeleceu rapidamente na cidade. De longe já vinha fazendo algumas investidas para os Dawson perder dinheiro. Iria dar o check mate em breve, e então descobriu que o presidente da sua cooperativa iria se aposentar e passar o bastão para o filho, que era ninguém menos que o noivo de uma das Dawson!
Ele não estava acreditando naquilo. Tanto trabalho e dinheiro investido na cooperativa para tirar clientes deles, pra no final um playboy t**o incluí-los no seu projeto e eles acabarem ainda mais fortes!
Ele não sabia o que fazer, e resolveu começar a mostrar a cara! A primeira coisa que fez, foi enviar um recado para Jenny Dawson dizendo que se ela não fosse se encontrar com ele, toda a história da filha dela seria espalhada pela cidade.
Estava ansioso por esse encontro. Ele era sádico, sim. Queria conhecer a mulher que matou seu pai e destruiu sua mãe enquanto ela ainda estava por cima! Pra avisar que ela ainda rastejaria aos pés dele!
Quando chegou no hotel, meia hora antes do combinado, viu a confraternização das moças mascaradas. Elas pareciam bem animadas, e ele comentou isso com o barman da área comum:
— Festinha animada entre mulheres, não é?
— Despedida de solteiras. É bastante comum naquela área.
— Despedida de solteiras não deveria ser em áreas privadas?
— Sim. Estamos avançados, mas ainda hoje os papais se preocupam em que suas filhas andam fazendo. A ideia de uma festa privada sendo vista por todos, meio que as inibe.
— É uma boa idéia! Eu vou para meu quarto, tenho um encontro. Eu já posso pedir minha bebida aqui ou preciso pedir de lá?
— Pode pedir e eu mando servir. Mas o quarto tem frigobar se o senhor preferir.
— Eu quero um Dipple 18 anos cowboy, por favor.
Danilo foi para o quarto reservado e tirou o paletó, pendurando e dobrando as mangas da camisa. Deu um sorriso. Apesar de ser um hotel 5 estrelas, ele acabou de chegar na cidade e não conhecia os funcionários. Como reservou o quarto com antecedência para dar o número para Jenny, vai que todas as bebidas do frigobar estão batizadas, não é? Aquela mulher já usou esse truque uma vez com o pai, ele que não ia arriscar.
Melhor pedir direto da fonte e ser servido na hora.
Como era cowboy e uma bebida extremamente cara, logo chegou sua garrafinha lacrada numa bandeja com um copo. E ao lado, uma embalagem com gelo de côco em bolas pequenas. Exatamente como ele imaginava!
Abriu sua garrafa , se serviu ignorando o gelo e tomou de seu whisky, olhando no relógio e vendo que faltavam 5 minutos para a chegada daquela mulher. Depois disso, teve flashes de memórias daquela noite…