Já havíamos caminhado alguns quilômetros e eu continuava em silêncio. Estava com medo das palavras que iria ouvir quando começasse a interrogá-la. — Você está bem, filha? — minha mãe perguntou. Eu balancei minha cabeça positivamente e forcei um riso. — Eu conheço bem você, o que está acontecendo? — ela insistiu. — Só um pouco indisposta da viagem, mas a caminhada vai ajudar a me recuperar! — falei, olhando para o horizonte. — Você acha que omitir a verdade vai adiantar? Precisamos nos reconectar como mãe e filha. Eu sei o que você está sentindo e passando, por isso precisa confiar em mim para desabafar. Parei de andar, respirei fundo, olhando para o mar e, por alguns segundos, pedi forças para persistir. — O que você sabe? — perguntei, ainda com os olhos no horizonte. — Que você e

