Capítulo 02

1401 Palavras
Clary sai rebolando,mais curiosa com esta visita repentina do que eu mesma,apesar de não ser da sua conta,prometi falar tudo depois. Me ajeito em meu lugar e organizando minha mesa bagunçada igual a minha vida,vejo se está tudo de acordo,e fico aguardando nervosamente roendo minhas unhas e não teria passado nem ao menos três minutos,ficava pensando como eu iria reagir ao ver ele novamente e desta vez frente a frente para tratar do que eu nem sabia ao certo o que era. Foi uma insanidade de pensamentos perversos quando senti um perfume tentador vim até minhas narinas,e alastrar pela a minha sala,não minto realmente imaginar cenas sexuais,qualquer mulher no meu lugar também,certo? Até ver sua sombra monstruosa passar pela janela da minha sala pelo corredor,vinham sombras de todos os tipos,mas sem sobras de dúvidas aquela era dele. -Bom dia doutora Elise.-Ele diz formalmente colocando sobre a boca um copo azul de plástico que o hospital dá aos funcionário cheio de cappuccino. Parecia estar de bom humor,com seus cabelos naturalmente molhados e mesmo de longe dava a impressão que estava cheirando a banho tomado logo cedo. Me levanto e vou em sua direção já estendendo a mão faltando poucos centímetros entre nós e Henrique me olha parecendo me observar a cada passo. -Bom dia,sr.Henrique Sánchez.-Digo e ele devolve o comprimento dando um aperto formal forte.-Sente-se se preferir.-Falo afastando o contato e indo para o meu lugar quando me sento eu o encaro e vejo que está no mesmo local me visualizando.-Algum problema? -Quero ser breve.-Ele fala seco e suspiro. Ele passa a língua nos lábios limpando a espuma do leite evaporizado e em seguida vem com sua mão para ter certeza que limpou. -Você costuma rebolar quando um homem está te olhando?-Ele pergunta distraído consigo mesmo e arrega-lo os olhos. -O que disse? Ele me visualiza como se quisesse me chamar de surda. O mesmo se silencia e vem na minha direção se sentando a minha frente finalmente sendo educado e eu começo a mexer em algumas papeladas para parecer que estou muito ocupada e que ele tinha que ser rápido. -Não vou tomar muito do seu tempo,mas preciso conversa sobre o Adriel.-Eu paro de mexer nas papeladas e o encaro séria. Como ele sabe sobre o meu sobrinho? -Poderia chegar a um ponto?-Digo sentindo estar encorajada e o motivo eu não fazia ideia,sinto derrepente o breve perigo próximo de mim. -Supoio que não saiba,mas sou o pai de Adriel.-Minha expressão se torna de espanto. Dou uma risada de nervoso incrédula do que ouvi. -Desculpa mas,não gosto de brincadeiras.-Respondo mastigando aquelas palavras dele ainda. Ele suspira fechando os olhos por um segundo e depois os abre. -Adriel foi registrado apenas por parte de mãe.-Incluo e ele apenas me observa,falo até mesmo calma apesar de aquela conversa estar tomando um rumo assustador. -Sua irmã,Valentina Roberts,tivemos um caso a cerca de seis anos atrás,três anos depois da sua gravidez e de Adriel nascer eu já havia saído da sua vida e ela orgulhosa do jeito que era não quis meu nome na família.-Ele diz e não conseguia calcular se aquilo era realmente verdade. Percebo que nesta confusão minha respiração estava acelerada e eu o encaro mais séria ainda. -Grande piada.-Resmungo e ele gira os olhos impaciente e se inclina para próximo de mim. -Elise nós dois podemos fazer do jeito fácil ou pelo difícil,estou lhe dando os fatos,mesmo que seja tarde para isso vim à tona-Ele diz frio,e descubro que aquele sorriso dele era realmente falso e que,Henrique Sánchez é tudo que eu menos imaginava. -E qual seria?-Pergunto debochada tentando não parecer que estava começando acreditar. -Você seja racional e entrega a guarda do meu filho com as provas do DNA,ou eu posso consegui sozinho e nunca mais você ira ver ele.-Ele diz com o mesmo aspecto frio e percebo um sorrisinho de lado e sinto ódio,e uma adrenalina passar pelo meu sangue. -Provas?-Pergunto ainda não querendo acreditar no óbvio,pois eu duvido que,o maior cirurgião de toda Washington,o próprio,Henrique Sánchez iria vim no meu setor de trabalho brincar com este tipo de coisa,mas por quê Valentina nunca me contou sobre quem era o pai de Adriel? Assim como não deixou o nome dele na certidão,era para Henrique nunca ter existido para ela? Ele tira do seu bolso um documento embrulhado e coloca cautelosamente em minha mesa. -Hoje fui na escola de Adriel acompanhado por uma enfermeira e tiramos sangue dele,fizemos o DNA no laboratório e vim trazer a "cópia" dos laudos para que você mesma veja.-Fixo meu olhar sobre o documento. -Como constatou isso tão rápido?-Pergunto mostrando que ainda não acreditava e ele suspira. -Eu tenho meus meios doutora Elise,e não adianta usar passagens para escapar da verdade,agora podemos pular para a parte onde eu cuido do meu filho?-Eu engulo seco. -Você não pagou pensão,não deu nada para Adriel,posso te levar a justiça.-Digo ainda usando "passagens para escapar". Ele suspira. -Você é uma mulher teimosa Elise...-Ele resmunga entre os dentes.-Então deixa eu te explicar do jeito fácil...-Ele diz e se silencia por um segundo. Eu o encaro com medo do seus pensamentos. -Que p***a de justiça em?!ninguém além de você e o departamento da minha empresa sabe que sou pai deste moleque então faça um favor a si mesma e pare de bancar a espertinha!merda!-Ele berra e eu vejo seu rosto caumo,mesmo depois daquilo ele ainda mantia uma postura de um ser normal e não,eu não estava conseguindo responder naquele mesmo instante. Não sei por quê isso pertubava minha cabeça,mas foi a coisa mais atraente que me ocorreu,ver um homem alterar a voz para mim,mas preciso manter a postura. -Eu vou fazer a minha escolha sr.Henrique!E será o jeito difícil!escuta!este menino você não leva!Me ouviu?!e se puder dá licença da minha sala pois tenho mais o que fazer!-Digo tentando não gritar mas já não era tempos,não sou nenhuma i****a para continuar sendo educada em momentos como aquele. Ele se levanta e eu faço o mesmo,e caminho ferozmente até a porta e abro e começo a respirar esperando ele sair,e ele passa por mim e para me olhando parecendo se divertir vendo o que me causa raiva. -O que está fazendo aqui ainda?!-Pergunto tirando minha postura profissional e passando para a perda de paciência. -Você mesmo com raiva continua rebolando,ah!e mais uma coisa eu vou pegar a guarda do meu garoto de qualquer jeito,Elise.-Ele diz com a voz cauma e me faz sentir mais ódio ainda. -Primeiro Henrique,o Adriel não é nada seu,ele já tem outro homem para chamar de pai,fique longe dele,de você a única coisa que quero é que ajude na retirada maior possível do tumor dele,então agora saia da minha sala,só volte quando for de fato uma conversa de verdade! E outra!O canalha ainda repara no jeito que eu ando?! -Quer mesmo do jeito difícil Elise?-Ele mostra um sorriso cínico e devolvo no mesmo nível. -Sim Henrique,vai ter que sse esforça mais que isso pra vim falar na minha cara que quer levar contigo uma criança da qual nem pagar uma pensão prestou para pagar. Henrique me olha bem de cisma a baixo e noto que nossa pequena discussão chamou a atenção dos pacientes e enfermeiros que passavam pelo corredor,e no mesmo instante ele segura em meus ombros firme e arrega-lo os olhos. -Tenha um bom dia doutora!-Por fim ele diz saindo andando rápido e quando noto ele já tinha sumido entre a correria mais a frente. Obrigado pela leitura!
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR