Chacal estava em sua casa, sentado no sofá, quando ouviu o toque do telefone. Era o seu contato, o mesmo que ele havia encarregado de seguir Helena e descobrir tudo sobre ela. Chacal atendeu, ansioso, mas manteve o tom de voz controlado. – Tenho o que você pediu, chefe – disse o homem do outro lado da linha. – Ela se chama Helena, mora na parte sul da cidade, num bairro tranquilo. Enfermeira. Filha de advogados. Chacal permaneceu em silêncio, absorvendo as informações, imaginando Helena em meio a esse outro mundo que era tão diferente do seu. A voz continuou. – A família dela é respeitada por aqui, meio tradicional. Pelo que vi, os pais não apoiam muito o trabalho dela no morro. Têm medo, acho. Chacal deu um sorriso discreto. Sabia que alguém como ela, com uma vida aparentemente estrut

