Helena se recostou no sofá, tentando se sentir confortável, mas a sensação de estar à deriva nunca a deixava em paz. As paredes simples da casa, a mobília modesta, o ambiente tranquilo… tudo parecia tão diferente da vida frenética que deixara para trás. No morro, ela se sentia presa, mas aqui, agora, a liberdade parecia quase assustadora. Ela não sabia o que fazer com ela, como se fosse algo que não soubesse mais administrar. Com um suspiro pesado, ela fechou os olhos e tentou organizar seus pensamentos. O que realmente queria? Uma parte de si sentia um alívio incontrolável por ter saído, por não estar mais à mercê das ordens de Chacal, da constante tensão, da violência que pairava no ar. Mas a outra parte dela, uma parte que ela preferia não olhar diretamente, ainda a buscava. Ela ainda

