Chacal baixou o olhar, mexendo a comida no prato, enquanto ouvia as palavras da avó. Ela sempre fora direta, e ele sabia que não adiantava esconder nada dela. Sua avó, com toda sua simplicidade e sabedoria de anos, entendia mais do que deixava transparecer. Por mais que ele fosse o homem mais temido do morro, dentro daquela casa, ela o tratava como o garoto que um dia ajudou a criar, sem jamais demonstrar medo ou se curvar diante de sua autoridade. — Dante, meu neto, cadê a mãe desse menino seu? — perguntou ela, pousando a colher de p*u com firmeza na mesa. Ele respirou fundo, ainda desconfortável com a situação. Era difícil admitir que a mãe de seu filho não queria estar ali para cuidar dele. Saber que o pequeno seria criado ali, sob os mesmos valores, lhe trazia algum alívio, mas també

