Helena abriu os olhos lentamente, a claridade do quarto de Chacal iluminava as paredes simples e trazia consigo o peso do lugar onde ela estava. Ela não sabia exatamente a hora em que ele havia chegado ou saído, mas o cheiro dele ainda estava impregnado nos lençóis. Respirou fundo, tentando dissipar o turbilhão de pensamentos, mas a sensação de estar em um universo tão distante do seu mundo era inegável. Sem perder tempo, levantou-se, vestiu-se rapidamente e desceu o morro. A caminhada era cheia de olhares. Mulheres sussurravam entre si, homens comentavam com risadinhas disfarçadas, mas Helena seguia em frente, cabeça erguida, mesmo que por dentro sentisse o desconforto daqueles julgamentos silenciosos. Quando chegou ao posto, sentiu o alívio de estar em um ambiente que, de certa forma,

